Entre Dados e Poder: Infraestruturas Digitais e Vida Quotidiana

Autores

Ana Viseu (coord.)
ICNOVA, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Portugal
https://orcid.org/0000-0001-5450-2338
Rita Sepúlveda (coord.)
ICNOVA, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Portugal
https://orcid.org/0000-0003-4348-5637

Palavras-chave:

dataficação, infraestruturas digitais, poder sociotécnico, governação digital

Sinopse

“Entre Dados e Poder: Infraestruturas Digitais e Vida Quotidiana” analisa criticamente o papel das infraestruturas digitais e dos processos de dataficação na organização e governação das sociedades contemporâneas. Parte do princípio de que estes fenómenos, que se complementam e reforçam mutuamente, não são meros suportes técnicos, neutros e inevitáveis. Pelo contrário, constituem formas de poder, maioritariamente controladas por interesses comerciais privados, que penetram, transformam e estruturam um número crescente de esferas da vida social, frequentemente sem estarem sujeitas a escrutínio público. Este é o objetivo central do livro: tornar visíveis os contornos desta transformação através de análises situadas de como as infraestruturas digitais e a dataficação operam, das lógicas e normatividades que impõem, das suas implicações sociais, políticas e económicas, e das possibilidades de imaginar alternativas. Organizada em três partes, a obra aborda: (1) impactos da dataficação da vida social; (2) a governação e regulação das infraestruturas digitais; e (3) as possibilidades de construção de alternativas críticas e democráticas. Ao articular debates internacionais com estudos empíricos apresentados em português, o livro problematiza a nossa crescente dependência tecnológica e propõe uma reflexão informada para futuros sociotécnicos mais justos e transparentes.

Capítulos

  • Introdução
    Ana Viseu, Rita Sepúlveda
  • Dataficação
    Ulises A. Mejias, Nick Couldry
  • Colonizar é Só um Jogo: A Gamificação do Colonialismo na Google Play Store
    Eduardo Antunes, Gustavo Freitas
  • A Intimidade em Formato de App
    Rita Sepúlveda, Veronica Valente
  • Governar Sociedades Digitais: Plataformas Privadas, Valores Públicos
    José van Dijck
  • Populismo, Propaganda Computacional e Resistência Algorítmica: Os Desafios Digitais da Democracia
    Alda Magalhães Telles
  • Opacidade e Responsabilização nas Infraestruturas Digitais Policiais: Desafios Sociotécnicos em Contextos Institucionais Portugueses
    Laura Neiva
  • A Apropriação de Infraestrutura Pelas Grandes Plataformas Digitais: Análise dos Setores de Cabos Submarinos e Computação em “Nuvem” na União Europeia
    Helena Martins, César Bolaño
  • O Facto da Moderação de Conteúdo; Ou, Não Vamos Resolver os Problemas das Plataformas por Elas
    Tarleton Gillespie
  • Um Futuro de Lojas Autónomas? Disrupção Domesticada, Dataficação e Normalização nos Media e Retalho Portugueses
    Ana Viseu, João Pedro Pereira, Pedro S. Lucas
  • Infraestruturas (In)Visíveis: Controvérsias e Impactos Ambientais dos Centros de Dados Nos Media Portugueses
    Jussara Rowland, Ana Delicado

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Biografias Autor

Ana Viseu, ICNOVA, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Portugal

Ana Viseu é investigadora do ICNOVA — Instituto de Comunicação da NOVA e Professora Auxiliar no Departamento de Ciências da Comunicação da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas. Doutorada pela University of Toronto (Canadá) em 2005, a sua agenda de investigação examina a complexidade e as implicações das nossas relações com a tecnociência, com enfoque no estudo social do desenvolvimento, uso e governança de tecnologias contestadas e emergentes. Possui ampla experiência de colaborações internacionais, consultoria científica e gestão de projetos, sendo o mais recente o projeto “AutonomouStores”, financiado pela FCT (referência 2022.02730.PTDC). O seu trabalho foi publicado em diversos livros e revistas internacionais, incluindo a revista Nature. É atualmente Editora Associada da revista Social Studies of Science, onde também publicou. Em 2019, foi reconhecida pela Ciência Viva como uma das 100 Mulheres Cientistas do país.

Rita Sepúlveda, ICNOVA, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Portugal

Rita Sepúlveda é investigadora no ICNOVA — Instituto de Comunicação da NOVA. Doutorada em Ciências da Comunicação pelo ISCTE–IUL, desenvolve investigação centrada na análise de plataformas digitais e dinâmicas coletivas em ambientes digitais, com particular atenção às transformações da intimidade no contexto da apropriação das plataformas digitais. Participou em diversos projetos nacionais e europeus. É autora do livro Swipe, Match, Date e coorganizadora do Manual de Métodos para Pesquisa Digital, além de ter publicado em revistas científicas indexadas na Scopus. A sua atividade inclui ainda a docência e a formação em métodos digitais e na análise de dados em plataformas. Atualmente conduz o projeto iDater financiado pela FCT — Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I.P., (referência 2023.09023.CEECIND/CP2836/CT0022, identificador DOI https://doi.org/10.54499/2023.09023.CEECIND/CP2836/CT0022)

Ulises A. Mejias, Dept. of Communication Studies, State University of New York at Oswego, USA

Ulises A. Mejias is Professor of Communication Studies at SUNY Oswego, and recipient of the SUNY Chancellor’s Award for Excellence in Scholarship. Thinking about digital technologies and data as cultural,
social, ethical and political sites, Mejias is interested in critically examining issues of data colonialism, critical internet and AI studies, network theory and science, philosophy of technology, sociology of data, and political economy of digital media. To ensure that alternative voices can organize and be heard he co-founded the Non-Aligned Technologies Movement and the network Tierra Común. He currently serves on the Board of Directors of Humanities New York and on the Advisory Board of the Center on Privacy & Technology at Georgetown Law.

Nick Couldry, Media, Communications and Social Theory, London School of Economics & Political Science, United Kingdom

Nick Couldry é Professor Emérito de Media, Comunicação e Teoria Social e Investigador Sénior no Departamento de Media e Comunicação da London School of Economics. Como sociólogo dos media e cultura ele aborda os media e a comunicação a partir da perspectiva do poder simbólico que historicamente se concentra nas instituições de media. Couldry interessa-se pela forma como diferentes instituições e infraestruturas de media e comunicação contribuem para vários tipos de ordem (social, política, cultural, económica, ética). O seu trabalho baseia-se e contribui para a teoria social, espacial, democrática e cultural, antropologia e ética da comunicação social e das comunicações. Na última década, o seu trabalho tem-se centrado cada vez mais na ética, política e implicações sociais da Big Data, bem como nas práticas de “small data”. É autor ou editor de 17 livros e inúmeros artigos de revistas e capítulos de livros.

Eduardo Antunes, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras, Portugal

Eduardo Antunes é investigador bolseiro e doutorando em Ciências da Comunicação na Universidade de Coimbra, onde concluiu o mestrado em Jornalismo e Comunicação e integrou a equipa do projeto MyGender. Investigador visitante na Universidade de Sevilha, é locutor e autor de programas na RUC, rádio onde coordenou o Departamento de Programas. Teve experiências como tradutor e marketeer, como um estágio no Cairo, Egito. No seu projeto doutoral investiga processos de sociabilização digital de jovens adultos e o seu papel na construção identitária desviante. Procura desenvolver estudos sobre as dinâmicas do orientalismo e de género nos média, com um particular foco na análise de processos identitários, tendo trabalhos publicados na Social Sciences, Social Media + Society, Lecture Notes in Computer Science, Media & Jornalismo ou Observatorio (OBS*). Co-editou o livro Critical Literacies And Gender Studies: Navigating Media, Education, And Civic Engagement For Social Justice, publicado pela Emerald Publishing.

Gustavo Freitas, Universidade de Coimbra, Faculdade de Letras, Portugal

Gustavo Freitas é doutorando em Ciências da Comunicação pela Universidade de Coimbra (Portugal), com estágio docente e estadia de investigação na Universidade Federal Fluminense (Rio de Janeiro, Brasil). É mestre em Jornalismo e Comunicação (Portugal, UCoimbra, 2021) e licenciado em Comunicação Social – Jornalismo (Brasil, UNI7, 2015), com especialização em Direitos Humanos (Brasil, PUC-PR, 2017). Com pesquisa financiada pela FCT/FSE, investiga as produções de sentido da imprensa portuguesa contemporânea a partir dos usos dos conceitos de colonialismo e lusofonia. Seus interesses cruzam crítica pós-colonial, estudos do jornalismo, memória e representações midiáticas. É organizador da obra Jornadas de Ciências da Comunicação: Debates em Língua Portuguesa (IUC, 2024) e autor de artigos publicados em revistas como Comunicação e Sociedade e Media & Jornalismo e de capítulo em volumes editados pela Emerald Publishing e Palgrave Macmillan.

Veronica Valente, Instituto Universitário de Lisboa (ISCTE-IUL), Centro de Investigação de Estudos Sociais (CIES), Portugal

Veronica Valente é licenciada em Antropologia e detém um mestrado em Sexologia. O seu percurso académico é guiado por um interesse profundo na intersecção entre sexualidade, intimidade e tecnologia, procurando compreender de que forma os ambientes digitais influenciam as dinâmicas sociais e as vivências afetivas. Atualmente, frequenta o doutoramento em Sociologia no ISCTE — Instituto Universitário de Lisboa, onde conduz um projeto de investigação financiado pela FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia), cujo tema incide sobre aplicações de namoro (dating apps). Neste projeto, intitulado “Pay to Win: Exploring the Process of Self-commodification among Dating App Users”, analisa as perceções dos utilizadores sobre o funcionamento das dating apps, incluindo os efeitos da gamificação e da mercadorização, e de que modo estes moldam e condicionam as suas experiências e práticas relacionais.

José van Dijck, New Media & Digital Culture programme, Utrecht University, The Netherlands

José van Dijck é Professora Distinguida em Media e Sociedades Digitais na Universidade de Utrecht, especializada em media, redes sociais e tecnologias de media. van Dijck foi a primeira mulher a ocupar o cargo de presidente da Academia Real Holandesa de Artes e Ciências, de 2015 a 2018. Em 2021, recebeu o Prémio Spinoza, o maior reconhecimento científico da Holanda, e o Prémio C. Edward Baker da Associação Internacional de Comunicação pelo seu trabalho académico. A sua investigação centra-se no impacto das plataformas online na sociedade, onde explora as formas como as interfaces e os algoritmos influenciam interesses públicos em esferas como a acessibilidade, a privacidade e o controlo democrático. É coautora do livro The Platform Society: Public Values in a Connective World que examina o papel das plataformas em vários domínios sociais.

Alda Magalhães Telles, ICNOVA, NOVA FCSH, Portugal

Alda Magalhães Telles é professora auxiliar de Comunicação Estratégica na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa e investigadora integrada do Instituto de Comunicação da Nova (ICNOVA). É coordenadora do Observatório do Populismo do Século XXI. Os seus principais interesses de investigação são a comunicação corporativa, comunicação financeira, comunicação política e comunicação estratégica com especial foco nas redes sociais e inteligência artificial.

Laura Neiva, Instituto de Ciências Sociais da Universidade do Minho, Portugal

Laura Neiva é Professora Auxiliar na Universidade Lusíada — Porto e Professora Auxiliar convidada na Universidade do Minho, onde leciona nos cursos de Criminologia, Sociologia e no Mestrado em Crime, Diferença e Desigualdade. É investigadora júnior no Centro de Estudos Jurídicos, Económicos e Ambientais (Universidade Lusíada) e no Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade (CECS–UMinho), bem como investigadora colaboradora no projeto fAIces (ERC Advanced Grant 101140664). Doutorada em Sociologia pela Universidade do Minho, desenvolveu investigação financiada pela FCT sobre as expectativas de agentes policiais acerca do Big Data no policiamento e na investigação criminal em Portugal. A sua investigação combina Criminologia, Sociologia e Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia, centrando-se nos impactos éticos, políticos e sociais das tecnologias digitais. É autora do livro "Big Data na investigação criminal: desafios e expectativas na União Europeia" e de várias publicações sobre vigilância, políticas de segurança e inteligência artificial.

Helena Martins, Universidade Federal do Ceará (UFC), Brasil

Helena Martins é Professora do Programa de Pós-Graduação em Comunicação da Universidade Federal do Ceará (UFC). Doutora em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB, 2018), com período sanduíche no Instituto Superior de Economia e Gestão (Iseg) da Universidade de Lisboa. Pós-doutora em Economia pela UFS, no projeto “A governança econômica das redes digitais: para uma análise dos mercados e da concorrência na Internet e seu impacto nos direitos dos usuários”, com estágio na Universidade do Minho (Portugal). Autora de dezenas de livros e artigos sobre comunicação, incluindo “Comunicações em tempos de crise — economia e política” (Expressão Popular, 2020). Coordenadora do Telas — Laboratório de Pesquisa em Políticas, Tecnologia e Economia da Comunicação. Pesquisadora do GT Economía política de la información, la comunicación y la cultura do Clacso e do grupo OBSCOM/CEPOS. Editor da Revista EPTIC — Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura.

César Bolaño, Universidade Federal de Sergipe (UFS), Brasil

César Bolaño é Professor titular da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Coordenador do Grupo de Trabalho “Economia Política da Informação, da Comunicação e da Cultura (EPICC)” do Conselho Latino- Americano de Ciências Sociais (CLACSO) (2019-2025) e coordenador do projeto “A Governança Econômica das Redes Digitais: rumo a uma análise dos mercados e da concorrência na Internet e seu impacto nos direitos dos usuários”, financiado pela FAPESP. Autor de dezenas de livros e artigos sobre a Economia Política da Comunicação, incluindo “The Culture Industry, Information and Capitalism” (Palgrave Macmillan, 2015). Fundador dos grupos de Economia Política da Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação (Intercom) e da Associação Latino-Americana de Pesquisadores da Comunicação (ALAIC) e o primeiro presidente da União Latina de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura (ULEPICC). Foi presidente da ALAIC e fundador da Revista EPTIC — Revista Eletrônica Internacional de Economia Política da Informação, Comunicação e Cultura, da qual é diretor.

Tarleton Gillespie, Microsoft Research New England, USA; Department of Communication, Cornell University, USA

Tarleton Gillespie é investigador principal sénior na Microsoft Research New England, parte do Social Media Collective, uma equipa interdisciplinar da Microsoft Research que estuda o impacto dos sistemas sociotécnicos na vida social e política. Gillespie mantém também um cargo de Professor convidado na Cornell University, onde leciona há quase duas décadas. O seu trabalho examina como as tecnologias de informação contemporâneas e as empresas que as fornecem — incluindo plataformas de redes sociais, algoritmos de recomendação e IA generativa — têm implicações nos tipos de discurso público. O seu livro mais recente, Custodians of the Internet: Platforms, Content Moderation, and the Hidden Decisions that Shape Social Media, revelou o funcionamento da moderação de conteúdo, o projeto silencioso no coração das redes sociais, e considerou como essa forma de governança privada dos valores culturais tem ramificações para a liberdade de expressão e o carácter da vida pública.

João Pedro Pereira, CIES, Iscte — Instituto Universitário de Lisboa, Portugal

João Pedro Pereira é doutorando em Sociologia no ISCTE-IUL, com mestrado em Estudos de Desenvolvimento pela mesma instituição e licenciatura em Antropologia pelo ISCSP-UL. Participou, como assistente de investigação, no projeto europeu RaCIP e como bolseiro de doutoramento no projeto de investigação financiado pela FCT “AutonomouStores: Sociotechnical Infrastructures, Imaginaries and Data Governance”, no ICNOVA da FCSH-UNL.

Pedro S. Lucas, ICNOVA, Faculdade de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Nova de Lisboa, Portugal

Pedro S. Lucas é licenciado em Estudos Artísticos (Universidade Aberta Portuguesa, 2013) e mestre em Ciências da Informação e Comunicação Cultural (Royal School of Library and Information Science, Universidade de Copenhaga, 2016). Contribuiu para o projeto de Humanidades Digitais da UE DESIR (2018) e foi membro da equipa do projeto “Memória para Todos”, um projeto de história oral na Universidade Nova de Lisboa (2019-2022). Desde 2022, encontra-se a realizar o doutoramento em Media Digitais na Universidade Nova de Lisboa com uma bolsa da FCT. É membro doutorando do ICNOVA onde pertence ao grupo do iNOVA Media Lab e a sua investigação principal examina a integração dos media sociais nas práticas sócio-culturais de pequenas comunidades tradicionais. É também colaborador do projeto “AutonomouStores”. Pedro Lucas também uma carreira como músico e agente cultural.

Jussara Rowland, INESC-ID, Portugal

Jussara Rowland é socióloga e investigadora auxiliar no INESC-ID, onde é coordenadora executiva da linha de investigação Societal Digital Transformation. É também Professora Auxiliar Convidada no Instituto Superior Técnico onde leciona a Unidade Curricular Tecnologia e Sociedade. Doutorada em Sociologia pelo ISCTE, foi anteriormente investigadora no Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, tendo participado em vários projetos de investigação nacionais e internacionais. A sua investigação insere- -se no âmbito dos estudos sociais da ciência e da tecnologia e centra-se nos modos como as transições digitais são vividas e interpretadas socialmente, com enfoque nos impactos sociais das tecnologias digitais, nas práticas digitais e na comunicação de ciência.

Ana Delicado, Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, Portugal

Ana Delicado é investigadora principal do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa e Professora Auxiliar Convidada no Instituto Superior Técnico, onde leciona a Unidade Curricular Tecnologia e Sociedade. Doutorada em sociologia (2006), prestou provas de habilitação para o exercício de funções de coordenação científica em 2023. É docente e faz parte da comissão científica do Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável. Foi a primeira coordenadora do OSeM Observatório Sociedade em Mudança do ICS ULisboa. Desenvolve investigação em estudos sociais da ciência, nomeadamente sobre a aceitação social de tecnologias e cultura científica e envolvimento público com a ciência. Coordenou três projetos financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e a equipa do ICS em diversos projetos de financiamento europeu. Publicou e editou vários livros e mais de 50 artigos em revistas internacionais. É associate editor da revista PLOS Sustainability and Transformation.

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junho 29, 2026

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ISBN-13 (15)

978-972-9347-75-7

doi

10.34619/rjyh-ippy