Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc <div class="entry-content"> <p>A Imprensa de História Contemporânea é uma editora universitária especializada na divulgação de trabalhos de investigação originais nas áreas da História e das Ciências Sociais que incidam sobre o período contemporâneo. Criada pelo <a href="http://ihc.fcsh.unl.pt/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Instituto de História Contemporânea da NOVA FCSH</a> em 2017, a IHC pretende publicar estudos inovadores sobre a realidade portuguesa e os seus antigos espaços coloniais, encontrando-se também aberta à edição de ensaios sobre outras realidades geográficas, privilegiando as abordagens de carácter transdisciplinar. Pretendemos desta forma contribuir para a renovação continuada do conhecimento nas áreas em que editamos os nossos livros.</p> <p>Todos os livros da Imprensa de História Contemporânea são publicados em <strong>regime de acesso aberto</strong>, correspondendo ao compromisso do Instituto de História Contemporânea com as políticas de acesso aberto, e serão também objecto de edição em formato impresso.</p> </div> pt-PT imprensa.ihc@fcsh.unl.pt (José Ferreira) imprensa.ihc@fcsh.unl.pt (José Ferreira) OMP 3.3.0.14 http://blogs.law.harvard.edu/tech/rss 60 Libertação e Guerra Fria. A União Soviética e o Colapso do Império Português em África (1961-1975) https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/270 <p>Este livro estuda os revolucionários africanos que lideraram lutas armadas em três colónias portuguesas — Angola, Moçambique e Guiné-Bissau — e as suas ligações a Moscovo, Praga, Berlim Oriental e Sófia. Ao reconstruir uma história multidimensional que se concentra tanto no impacto da União Soviética no fim do Império Português em África como no efeito das lutas anticoloniais na União Soviética, Natalia Telepneva preenche uma importante lacuna na história dos movimentos anticoloniais e das rivalidades da Guerra Fria na África Subsariana. Com base em fontes arquivísticas recentemente disponibilizadas na Rússia e na Europa Oriental e num conjunto de entrevistas, a autora enfatiza a agência dos líderes da libertação africana através das suas relações com membros de nível médio da burocracia soviética. Reinterpretação inovadora das relações forjadas entre os revolucionários africanos e os países do Pacto de Varsóvia, <em>Libertação e Guerra Fria: A União Soviética e o colapso do império português em África (1961-1975) </em>é uma contribuição fundamental para os debates sobre as políticas em jogo no Sul Global durante a Guerra Fria.</p> Natalia Telepneva Direitos de Autor (c) 2025 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/270 Sun, 01 Jun 2025 00:00:00 +0000 Censura: o que nos falta perguntar? https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/269 <p><em>Censura: o que nos falta perguntar?</em> Estabelece um diálogo para o desenvolvimento dos estudos sobre censura. Abordando temas em que a distinção entre a censura e outras formas de regulação é problematizada, questiona-se a função do discurso sobre a pornografia na construção do Estado-nação italiano, a chamada “cultura de cancelamento”, ou a função da moderação em ambiente digital em contextos democráticos marcados por discursos de ódio. Discutem-se ainda estudos que analisam processos censórios que extravasam a noção estrita de censura associada ao poder dos estados nacionais, analisando o papel da diplomacia na censura transnacional do cinema ou as contradições de uma “censura oficiosa” do jazz durante o regime franquista. O livro inclui entrevistas a Nicole Moore e Robert Darnton, cujos trabalhos recentes contribuem para criticar uma abordagem à censura enquanto força puramente negativa.</p> <p>Este livro é resultado do projeto exploratório “CEMA – Censura(s): um modelo analítico de processos censórios no campo dos estudos sobre censura em Portugal”, desenvolvido no Instituto de História Contemporânea e financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia, sob coordenação de Rita Luís e com participação de Adalberto Fernandes, coordenadores da presente obra.</p> Rita Luís, Adalberto Fernandes Direitos de Autor (c) 2024 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/269 Tue, 31 Dec 2024 00:00:00 +0000 Império e Indologia Árabe https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/202 <p>Wadi‘ al-Bustani (1888-1954) foi um advogado da causa palestiniana e também um reputado tradutor de literatura indiana para árabe. Nascido na região de Chouf (atual Líbano), Bustani transitou entre o mundo árabe, a Índia e a África do Sul. Autor da primeira tradução de Tagore para árabe, dedicou a sua vida a anotar e a traduzir para árabe o <em>Mahabharata</em>, o <em>Ramaiana</em> e o <em>Xacuntalá</em> de Calidaça. A par deste projeto, que ele próprio apoiou e financiou, Bustani foi um dos mais importantes poetas e advogados do Mandato Britânico da Palestina, incitando atos de protesto através da sua poesia e litigando contra as políticas territoriais coloniais.Ao analisar a prática política e filológica de Bustani, o historiador Esmat Elhalaby pergunta-nos neste breve ensaio se o estudo de outro povo implica necessariamente supremacia e domínio. Para Bustani, a Índia era ao mesmo tempo um território repleto de diferença e uma geografia indissociável da sua própria pátria. </p> Esmat Elhalaby Direitos de Autor (c) 2024 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/202 Sun, 01 Dec 2024 00:00:00 +0000 Operárias, Povo, Cidadania. Novas Perspetivas da História dos Movimentos Sociais Oitocentistas Ibéricos https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/201 <p>Depois de um mítico encontro no Tejo com vários internacionalistas espanhóis, em 1872 José Fontana e Antero de Quental estiveram envolvidos na fundação de uma federação de <em>associações de resistência</em> que organizaram o primeiro surto grevista em Portugal – a então designada Associação Fraternidade Operária. Este livro nasceu da necessidade de fazer um balanço historiográfico pelos 150 anos da criação deste movimento e de retomar a nível historiográfico as sinergias ibéricas que estiveram presentes nos movimentos operários e populares do século XIX<em>.</em> Ele é o resultado de três encontros promovidos através de uma parceria entre o Instituto de História Contemporânea (IHC — NOVA FCSH / IN2PAST), a Câmara Municipal de Lisboa, a Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão e a Câmara Municipal de Lagoa, no quadro do Programa de História na Esfera Pública do IHC.</p> Joana Dias Pereira, Diego Palacios Cerezales Direitos de Autor (c) 2024 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/201 Tue, 01 Oct 2024 00:00:00 +0000 O Futuro de São Paulo na Década de 1950 https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/200 <div id="primary" class="content-area"><main id="main" class="site-main"> <article id="post-809" class="post-809 page type-page status-publish has-post-thumbnail hentry"><header class="entry-header"><span style="font-size: 0.875rem;">Na década de 1950, São Paulo tornou-se a maior e mais importante cidade do Brasil. O seu futuro, até então, era hegemonicamente representado como o de uma metrópole gigantesca, moderna e pujante, desembaraçada de quaisquer dificuldades graças a intervenções urbanísticas de precisão cirúrgica. Nesta perspetiva, São Paulo estava destinada à glória. No entanto, esse futuro começou rapidamente a transformar-se, quando projeções concorrentes, que imaginavam o caos e a paralisia como desdobramentos inevitáveis do gigantismo metropolitano, passaram a ganhar força. São Paulo, na verdade, estaria condenada à tragédia, caso nada fosse feito para interromper imediatamente o seu crescimento. O choque entre esses futuros produziu uma cidade esgarçada, cujo destino paradoxal era constituir-se em paraíso e inferno simultaneamente.</span></header> <div class="entry-content"> <p>Este livro conta a história desse esgarçamento, analisando como e por que essas (e outras) representações ganhavam ou perdiam força na sociedade paulistana de meados do século XX. Com esse objetivo, ele segue as trajetórias de políticos, intelectuais e articuladores culturais, além de examinar a imprensa local, em função dos papéis que estes agentes desempenharam na produção dos futuros em disputa.</p> </div> </article> </main></div> Bruno Zorek Direitos de Autor (c) 2024 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/200 Sun, 01 Sep 2024 00:00:00 +0000 As Casas dos Sovietes https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/57 <p>Os edifícios desempenharam um papel importante na história soviética, desde o assalto ao Palácio de Inverno, em outubro de 1917, até à defesa da Casa Branca de Moscovo, durante a tentativa de golpe de estado de 1991. Nos anos 30, os «Velhos Bolcheviques» mudaram-se das «Casas dos Sovietes», antigos hotéis onde viviam de forma mais ou menos comunitária, para a «Casa do Governo», um grande edifício onde residiam em apartamentos de família, rodeados por guardas e criadas. E não foi só de edifícios realmente existentes que se fez a história da URSS, a qual se assemelhava a um grande apartamento comunitário. Esta coletânea inclui um artigo seminal sobre a União Soviética como uma federação multinacional, na qual diferentes repúblicas nacionais ocupavam quartos semiautónomos, seguindo-se um ensaio sobre a relação entre o amor jovem, os «Velhos Bolcheviques» e a domesticidade a que se viram condenados. Termina com uma conversa sobre as casas soviéticas, a historiografia sobre a URSS e o percurso do próprio Yuri Slezkine.</p> Yuri Slezkine Direitos de Autor (c) 2024 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/57 Thu, 01 Feb 2024 00:00:00 +0000 Ar de Rock https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/43 <p>Canções como Chico Fininho, de Rui Veloso e a Banda Sonora, e Cavalos de Corrida, do grupo UHF, constituíram os primeiros êxitos do «boom do rock português», expressão referente ao primeiro momento de grande sucesso comercial de repertório rock gravado e publicado em Portugal. No início da década de 1980, o «rock português» foi fulcral na consolidação de uma identidade juvenil «moderna» e cosmopolita crescentemente identificada com hábitos e estilos de vida provindos do universo cultural anglo-americano. A intensificação da aposta editorial neste repertório motivou o aparecimento de novos grupos, produtores fonográficos, empresas de som e de agenciamento de artistas, assim como a reconfiguração das características de várias bandas que procuraram alinhar-se com o fenómeno, inclusive no crescente recurso à língua portuguesa, aspecto até então frequentemente desprezado no âmbito do rock. Neste livro, são analisadas as principais transformações ocorridas nas práticas do rock em Portugal durante a segunda metade da década de 1970 e inícios da década de 1980, contemplando a articulação entre as várias indústrias ligadas à música e o papel dos seus agentes enquanto participantes activos na configuração da actividade dos grupos e dos seus respectivos repertórios.</p> Ricardo Andrade Direitos de Autor (c) 2023 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/43 Thu, 01 Jun 2023 00:00:00 +0000 Pobreza e fome, uma história contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/52 <p>Pobreza e fome, uma história contemporânea analisa a pobreza e a fome, problemas atuais olhados numa dimensão espácio-temporal, reunindo abordagens pluridisciplinares de 29 investigadores do IHC e de outros centros de investigação.</p> <p>Considerando dimensões políticas, económicas, sociais, culturais e ambientais, ele visa estimular o pensamento crítico sobre a degradação ambiental, a desigualdade e a discriminação social, ao mesmo tempo considerando questões como o racismo, a sobre‑exploração de humanos e não‑humanos, as questões de género, a poluição e as alterações climáticas.</p> <p>Publicada no âmbito do atual projeto programático do IHC e organizada em três partes, esta obra identifica e revê alguns dos temas mais relevantes para uma compreensão dos fenómenos da pobreza e da fome no Portugal contemporâneo.</p> Ana Isabel Queiroz, Bárbara Direito, Helena da Silva, Lígia Costa Pinto Direitos de Autor (c) 2022 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/52 Tue, 01 Nov 2022 00:00:00 +0000 Entre o Império e a NATO https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/46 <p>Este livro aborda a evolução das relações luso-americanas entre 1946 e 1961, tendo em atenção os dois aspetos que condicionaram a relação entre os dois países: o interesse norte-americano em dispor da base das Lajes nos Açores e o empenho do governo português em garantir o apoio de Washington para a manutenção da sua política colonial. Ao contrário do que a historiografia apontava como sendo um “período de ouro” no entendimento entre Lisboa e Washington, o livro demonstra que o clima de Guerra Fria e a internacionalização da questão colonial portuguesa condicionaram as relações entre os dois países. Sem nunca chegar a uma situação de rutura, a relação entre os dois países ficou sempre constrangida pelas evidentes diferenças de abordagem quanto à posição do Ocidente em face do mundo afro-asiático, com Portugal a interligar desde muito cedo a presença americana nos Açores com a necessidade norte-americana de, senão apoiar, fechar os olhos à manutenção da política colonial portuguesa.</p> Daniel Marcos Direitos de Autor (c) 2022 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/46 Tue, 01 Mar 2022 00:00:00 +0000 Assédio https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/45 <p>O assédio constitui uma categoria que tem vindo a ganhar espaço no debate normativo contemporâneo, figurando nas agendas político-governamentais, no repertório do activismo social e na produção académico-científica. Neste livro, o assédio é encarado como um dispositivo de observação dos consensos e dos conflitos culturais que a função jurídica (laboral e penal), a presunção sobre o sujeito (homem ou mulher) e o estatuto da sexualidade colocam às teorias feministas e aos estudos sociais do direito. A autora procura demonstrar em que medida e em que termos a crescente densificação jurídica do assédio, ao invés de testemunhar uma lógica cumulativa e expansiva da aspiração anti-patriarcal, coloca em evidência os vícios e os paradoxos que percorrem o modo como se pensa, se prescreve e se tutela o campo da sexualidade, obrigando a um regresso crítico ao sujeito, à estrutura e ao direito enquanto objectos inacabados e constituintes da vida social.</p> Ana Oliveira Direitos de Autor (c) 2022 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/45 Tue, 01 Feb 2022 00:00:00 +0000 História e Pós-Colonialismo https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/54 <p>Os ensaios reunidos neste livro interpelam assuntos tão diversos como as políticas educativas dos britânicos na Índia colonial ou a revolta camponesa de Naxalbari em 1967. O livro sugere que os conceitos e as categorias através das quais procuramos compreender o mundo nasceram no decurso da história moderna europeia e foram desenvolvidas para explicar esta história, nomeadamente para fazer sentido da transformação social e intelectual a que acabámos por chamar «modernidade». E porque tais conceitos e categorias, ao contrário do que tende a ser presumido pelas disciplinas que os empregam, não transcendem as suas particularidades históricas e culturais, precisamos de os submeter a uma crítica pós‐colonial. Esta crítica implica, não a rejeição da História e das Ciências Sociais, mas o dever de, ao praticarmos as nossas disciplinas e ao mobilizarmos os nossos conceitos e categorias, cultivarmos um elevado sentido de auto‐reflexividade.</p> Sanjay Seth Direitos de Autor (c) 2022 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/54 Tue, 01 Feb 2022 00:00:00 +0000 1961 sob o viés da imprensa https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/44 <p>Em 1961, o assalto ao Santa Maria, a eclosão da guerra em Angola e a queda do Estado Português da Índia fizeram as primeiras páginas da imprensa mundial durante semanas a fio. Portugal e o regime do Estado Novo passaram a ser assiduamente notícia nos jornais estrangeiros. E contra a vontade de Salazar, o regime viu-se sujeito às constrições de uma sociedade dos media de massa e da sua capacidade de influência nos processos de simbolização e da formação de correntes de opinião. Assumindo que a imprensa é um ator político de primeiro plano na constituição do mundo social, cultural e político, este livro conduz-nos por um estudo de um amplo acervo de artigos saídos nos jornais portugueses, britânicos e franceses ao longo do annus horribilis de 1961, atento aos símbolos, à linguagem, à comunicação de massa, ao condicionamento psicológico, à diplomacia mediática e à guerra. Através de uma abordagem que combina a Sociologia, a História, as Ciências da Comunicação, os Estudos de Media e das Relações Internacionais, a autora examina as lutas políticas travadas pelo regime e contra o regime, num quadro internacional marcado por dinâmicas de descolonização e pela guerra fria. Privilegiando sempre a ação da imprensa na história política e a história política impelida pela força produtiva da imprensa.</p> Tânia Alves Direitos de Autor (c) 2021 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/44 Wed, 01 Dec 2021 00:00:00 +0000 “Grandiosos batuques” https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/47 <p>O “batuque” possui uma história múltipla. O termo foi empregado para designar diferentes práticas musicais e tipos de performance produzidos por africanos ou afrodescendentes. Este livro investiga as formas como os “batuques” foram praticados e resignificados pelo colonialismo português em Lourenço Marques (atual Maputo) e no sul de Moçambique durante o período de 1890-1940.<br />As categorias criadas e implementadas pela ação colonial portuguesa não foram capazes de conter a multiplicidade das experiências e das práticas das populações africanas. Por meio de ferramentas teórico-metodológicas da História Social da Cultura, da história “vista de baixo” e da microhistória, os “batuques” são aqui configurados como objeto de investigação e janela privilegiada para analisar resistências, tensões e arranjos cotidianos daqueles que foram subalternizados pelo poder colonizador português na região.</p> Matheus Serva Pereira Direitos de Autor (c) 2020 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/47 Wed, 01 Jul 2020 00:00:00 +0000 Diamantes em Bruto https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/53 <p><em>Diamantes em Bruto </em>aborda as vidas dos trabalhadores africanos nas minas de diamantes de Angola, desde o início das atividades, em 1917, até à independência da colónia, em 1975. As minas eram propriedade da Companhia dos Diamantes de Angola – Diamang –, a qual teve privilégios exclusivos de exploração e de trabalho concedidos pelo governo colonial. Depois de um período inicial tumultuoso, as minas e os acampamentos da companhia conheceram um notável grau de estabilidade, em contraste com os conflitos laborais e étnicos que deflagraram em outras regiões do sul africano. Mesmo durante a guerra de independência de Angola (1961–1975), a zona de influência da Diamang continuou, comparativamente, imperturbável. Cleveland argumenta que este nível de tranquilidade foi fruto de três fatores: altos níveis de compromisso social e ocupacional, ou “profissionalismo”; o isolamento extremo das instalações mineiras; os esforços da Diamang para atrair e reter trabalhadores através de um paternalismo estratégico.</p> Todd Cleveland Direitos de Autor (c) 2019 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/53 Sun, 01 Dec 2019 00:00:00 +0000 O Império e a Constituição Colonial Portuguesa (1914-1974) https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/50 <p>Só no século XX surgiu a (chamada) constituição colonial portuguesa, em sentido material e formal. Também só então o Império e o direito colonial português, enquanto exercício de poder, obedeceram a teorização política. Este livro aborda essa constituição colonial, vigente nas oito colónias que, no Terceiro Império português, formavam um todo único e homogéneo. As suas matérias fundamentais eram duas: a organização do poder colonial e o estatuto dos indígenas. Regulando dominação e submissão, larga parte do direito colonial (ultramarino) não tinha carácter formal ou rigidez de lei constitucional, antes estava na legislação ordinária, sobretudo administrativa. Na análise desta constituição colonial, este livro descortina quatro grandes períodos que se sucederam desde a Primeira República à Lei da Descolonização de 1974.</p> António Duarte Silva Direitos de Autor (c) 2019 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/50 Fri, 01 Nov 2019 00:00:00 +0000 Uma dramaturgia da violência https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/49 <p>Este livro pretende analisar a obra de João Canijo e a sua relação com as representações da identidade nacional. Para isso, propõe uma revisão bibliográfica sobre a identidade cultural portuguesa, em diversas dimensões (histórica, literária e antropológica), ressaltando, sobretudo, a importância da ideologia salazarista e a tensão identitária do momento contemporâneo. Na segunda parte, o livro ensaia uma análise a oito longas-metragens do realizador, propondo a ideia de uma dramaturgia da violência, através de um exercício intertextual com a tragédia grega e o melodrama cinematográfico, que pretende dar conta de um imaginário português contemporâneo. Nesse sentido, argumenta-se a importância de conceitos como a não-inscrição, de José Gil, ou o recalcado, de Eduardo Lourenço. Num último momento, esta análise percorre o debate do realismo no cinema, através do prisma das mudanças contemporâneas sugeridas pela obra do cineasta, em que se destaca uma hibridez entre elementos ficcionais e documentais.</p> <p> </p> <p><strong>Sobre o autor:</strong><br />Daniel Ribas (Porto, 1978) é investigador, programador e crítico de cinema. Professor auxiliar Escola das Artes da Universidade Católica Portuguesa, é membro da direção do CITAR – Centro de Investigação em Ciência e Tecnologia das Artes e editor do CITAR Journal. É, ainda, programador do Porto/Post/Doc: Film &amp; Media Festival – do qual foi membro da Direção Artística entre 2016 e 2018 – e do Curtas Vila do Conde. Doutor em Estudos Culturais pelas Universidades de Aveiro e do Minho, escreveu diversos artigos e capítulos de livros sobre cinema português, cinema contemporâneo e documentário.</p> Daniel Ribas Direitos de Autor (c) 2019 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/49 Sat, 01 Jun 2019 00:00:00 +0000 O processo civilizacional da tourada https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/48 <p>Este livro desafia a sabedoria convencional acerca das corridas de touros. Com uma abordagem inovadora, a partir da obra de Norbert Elias, defende que a tourada é o resultado da interação entre as transformações da sociedade e as decisões que visam criar regras sobre a lide do touro. No decurso da história, a corrida de touros civilizou-se, ou seja, pacificou-se, no sentido em que foi aumentando o nível de autocontrolo na conduta e nas emoções quer dos toureiros quer do público. Tal não significa que a violência tenha desaparecido, mas sim que adquiriu novas faces e contornos. Este percurso histórico, desde o século xv até à atualidade, é reconstruído nestas páginas analisando a corrida de touros em Portugal através do prisma da regulação da violência, da sua exposição pública e da sua relação com os padrões de comportamento e de sensibilidade da população.</p> Fernando Ampudia de Haro Direitos de Autor (c) 2019 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/48 Mon, 01 Apr 2019 00:00:00 +0000 “A Banca ao Serviço do Povo” https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/51 <p>Este livro ocupa-se da nacionalização da banca no contexto do processo revolucionário português de 1974-75. Baseado num vasto acervo de fontes documentais e inspirado num conjunto de ferramentas teóricas desenvolvidas por Mario Tronti, Walter Benjamin e Michel Foucault, o seu ponto de partida é uma interrogação incontornável: por que razão uma medida que não constava do Programa do Movimento das Forças Armadas e assumia implicações tão consideráveis, a curto e a longo prazo, obteve um apoio suficientemente alargado para ser inscrita na Constituição da República enquanto uma conquista irreversível da classe trabalhadora? A resposta ensaiada ao longo destas páginas estabelece uma articulação entre conflitos sociais e economia política, identificando-a enquanto o centro de gravidade do processo que conduziria à nacionalização da banca.<span id="more-126"></span><br />Nesse sentido, analisa o modo como as lutas sociais contribuíram para um processo de radicalização cumulativa iniciado no final do Estado Novo, que ganharia intensidade crescente ao longo do processo revolucionário. Simultaneamente, tenta compreender por que razão o diagnóstico da situação económica contribuiu para polarizar o combate político, cartografando as linhas de força de um debate que conheceu sucessivas declinações e abrangeu aspetos tão diversos como a inflação, a legislação laboral ou as relações de propriedade. Num contexto de crise económica e revolucionária, o setor bancário converteu-se num ponto crítico da relação entre trabalho e capital: a concessão de crédito assumiria uma importância decisiva após o 25 de Abril, com os sindicatos a atribuir aos banqueiros propósitos de desestabilização associados à prática de “sabotagem económica”; na sequência da nacionalização do setor, por sua vez, governantes, gestores e sindicalistas propuseram-se colocar “a banca ao serviço do povo”, no contexto de uma breve experiência de “transição socialista” cujo eco se faria sentir no texto da Constituição da República. O caso da banca revela-se assim uma chave interpretativa privilegiada para identificar o elenco de problemas e o horizonte de possibilidades que dominou a conjuntura histórica a seguir ao 25 de Abril. Este livro propõe-se contribuir para o amadurecimento do campo historiográfico dedicado à interpretação do processo revolucionário de 1975-75, estabelecendo um diálogo crítico com os trabalhos de investigação produzidos acerca do tema ao longo dos últimos anos.</p> <p> </p> <p><strong>Recensões:</strong></p> <ul> <li><a href="https://journals.openedition.org/lerhistoria/7028?fbclid=IwAR1axHDqrvslTzcIOgQf_dUoAyt8kaNd6ClHLzqd39DOdWZ4P8h8IG5BlH0"><em>Ler História</em></a> (N.º 76, 2020), por Luís Aguiar Santos</li> <li><a href="http://analisesocial.ics.ul.pt/documentos/n231_a10.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Análise Social</em></a> (N.º 231, 2019), por José Nuno Matos (PDF)</li> <li><a href="https://imprensa.ihc.fcsh.unl.pt/wp-content/uploads/sites/52/2019/08/NoronhaR_SearaNova_2019.pdf" target="_blank" rel="noopener noreferrer"><em>Seara Nova</em></a> (N.º1747, 2019), por Victor Louro (PDF)</li> </ul> Ricardo Noronha Direitos de Autor (c) 2018 Imprensa de História Contemporânea https://livros.fcsh.unl.pt/ihc/catalog/book/51 Thu, 01 Nov 2018 00:00:00 +0000